06 Julho, 2008
Minas se torna o estado do jazz no segundo semestre
Depois do único evento competitivo do gênero (BDMG Instrumental, cuja oitava edição ocorreu em março) no primeiro semestre, responsável pela revelação e renovação de talentos na área, chega a hora de acompanhar os festivais de jazz e música instrumental que começam a pipocar por todo o estado, a partir do mês que vem. A capital mais uma vez vai sair na frente em número de eventos, cabendo a Poços de Caldas, no Sul de Minas, o papel de caçula no setor, com festival que, além do jazz, vai privilegiar o blues. Enquanto isto, festivais famosos como os de Ipatinga, no Vale do Aço, e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, chegam à décima edição, provando que há público e espaço para a música de qualidade em Minas.
Tudo isso sem deixar de lembrar que Milton Nascimento – o jazzman mais famoso do estado – será finalmente homenageado pelo festival Tudo é Jazz, de Ouro Preto. E também que haverá uma baixa: o Santa Bárbara Jazz Festival, na Vila de Santa Bárbara, em Augusto de Lima, foi adiado. “Sem patrocínio, não conseguimos a prorrogação da Lei Rouanet para a quarta edição”, esclarece o produtor Leonardo Eustáquio Costa. Enquanto isso, a Festa da Música confirma a segunda edição na capital, entre agosto e setembro, antecedida pela estréia do BH Choro, em agosto, no qual haverá uma Choradeira, com a presença de chorões de grupos locais.
“É surpreendente o público jovem que recebemos a cada ano. Houve época em que era necessário abrir espaço a outros estilos, para que eles fossem atraídos para a música instrumental”, conta Valéria Altoé, curadora e idealizadora do Ipatinga Live Jazz, que, na edição deste ano, vai homenagear New Orleans, o berço do jazz americano. Shows de Elza Soares, Wagner Tiso & Ipatinga Jazz, Hamilton de Holanda, Jamba Trio & Derico, Nova Dix, Cleber Alves & Toninho Horta e Márvio Ciribelli estão na agenda do evento, que voltará a ser realizado no teatro do Centro Cultural Usiminas, além de apresentações em espaços abertos. Viabilizado pelas leis estadual e federal de incentivo à cultural, o Ipatinga Live Jazz está orçado em R$ 180 mil.
Qualidade
Uma bagatela, considerado o custo de R$ 2,3 milhões do 7º Tudo é Jazz, de Ouro Preto, que em sua sétima edição vai render justa homenagem a Milton Nascimento. “A pedido do próprio Milton, queremos mostrar como ele é reconhecido lá fora: um jazzista”, diz a idealizadora e curadora do festival, Maria Alice Martins. Durante três dias, o Tudo é Jazz vai promover shows fechados (quatro por noite, no Parque Metalúrgico), além de abertos (quatro por dia, no Largo do Rosário, e um na Rua Tiradentes), reservando o quarto e último dia para a homenagem a Bituca.
Além do Cortejo da Raça, com a presença de músicos nacionais e internacionais, Ouro Preto vai ter o privilégio de ver e ouvir, na Praça Tiradentes, Milton Nascimento (voz), Ron Carter (baixo) e Wayne Shorter (sopros), juntos, além da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), sob a regência de Sílvio Viegas, tocando composições de Bituca, para jovens talentos como Kadu Vianna, Pedro Morais, Júlia Ribas, Amaranto, Marina Machado e Rogério Flausino interpretarem. Os arranjos, exclusivos, serão assinados por Túlio Mourão, Nelson Ayres e Wagner Tiso. Yaron Herman Trio, BojanZ Trio, Kadouk Trio e Michel Portal estão na noite francesa do festival, que ocorrerá no Parque Metalúrgico.
Na opinião do maestro Túlio Mourão, que assina a curadoria em parceria com Maria Alice Martins, o surgimento de festivais do gênero no estado é uma resposta ao vácuo deixado pela grande indústria, que, neste momento, não está ofertando material de qualidade ao público. “As pessoas hoje, além de viajarem mais, estão interagindo muito com o advento da internet. E o resultado disso é um perfil de consumidor mais exigente”, aponta Túlio Mourão. De acordo com o músico, Minas Gerais tem vocação para a qualidade. “A gente perde por não perceber a inequívoca vocação do estado para a qualidade. O rock de Minas tem qualidade, o design de Minas tem qualidade e a música instrumental de Minas tem grande qualidade”, afirma o maestro.
“Aqui há um vigor no setor que os outros estados não têm”, garante Túlio Mourão, lembrando que, ao ganhar reportagem da revista Down Beat, no ano passado, o festival Tudo é Jazz consolidou o seu prestígio internacional. “Quando a gente fica sabendo das palavras do próprio editor de uma revista como esta, que os músicos brasileiros não ficam devendo nada a ninguém, é Minas Gerais bem na foto para o mundo”, conclui, empolgado, o maestro.
Calendário
. Poços de Caldas Jazz & Blues Festival, 3 a 6 de julho, Poços de Caldas
. TIM Valadares Jazz Festival, 16 a 19 de julho, Governador Valadares
. Ibitipoca Jazz Festival, 25 e 26 de julho, Conceição de Ibitipoca, Lima Duarte
. Savassi Festival: Jazz & Lounge, 31 de julho a 3 de agosto, Belo Horizonte
. Ipatinga Live Jazz Festival, 3, 7, 8 e 9 de agosto, Ipatinga
. Projeto Jobim Jazz, 8 e 9 de agosto, Belo Horizonte
. BH Choro, 8, 9 e 10 de agosto, Belo Horizonte
. Aqui Jazz, 10 de agosto, Belo Horizonte
. Festa da Música, 29 de agosto a 7 de setembro, Belo Horizonte
. Jazz Festival Brasil, 4, 5 e 6 de setembro, Belo Horizonte
. Tudo é Jazz, 11 a 14 de setembro, Ouro Preto
. Circuito Minas Instrumental, a ser agendado, entre setembro e outubro, em Belo Horizonte
. TIM Pró-Jazz, 8 a 12 de outubro, Juiz de Fora
Fonte UAI
Tudo isso sem deixar de lembrar que Milton Nascimento – o jazzman mais famoso do estado – será finalmente homenageado pelo festival Tudo é Jazz, de Ouro Preto. E também que haverá uma baixa: o Santa Bárbara Jazz Festival, na Vila de Santa Bárbara, em Augusto de Lima, foi adiado. “Sem patrocínio, não conseguimos a prorrogação da Lei Rouanet para a quarta edição”, esclarece o produtor Leonardo Eustáquio Costa. Enquanto isso, a Festa da Música confirma a segunda edição na capital, entre agosto e setembro, antecedida pela estréia do BH Choro, em agosto, no qual haverá uma Choradeira, com a presença de chorões de grupos locais.
“É surpreendente o público jovem que recebemos a cada ano. Houve época em que era necessário abrir espaço a outros estilos, para que eles fossem atraídos para a música instrumental”, conta Valéria Altoé, curadora e idealizadora do Ipatinga Live Jazz, que, na edição deste ano, vai homenagear New Orleans, o berço do jazz americano. Shows de Elza Soares, Wagner Tiso & Ipatinga Jazz, Hamilton de Holanda, Jamba Trio & Derico, Nova Dix, Cleber Alves & Toninho Horta e Márvio Ciribelli estão na agenda do evento, que voltará a ser realizado no teatro do Centro Cultural Usiminas, além de apresentações em espaços abertos. Viabilizado pelas leis estadual e federal de incentivo à cultural, o Ipatinga Live Jazz está orçado em R$ 180 mil.
Qualidade
Uma bagatela, considerado o custo de R$ 2,3 milhões do 7º Tudo é Jazz, de Ouro Preto, que em sua sétima edição vai render justa homenagem a Milton Nascimento. “A pedido do próprio Milton, queremos mostrar como ele é reconhecido lá fora: um jazzista”, diz a idealizadora e curadora do festival, Maria Alice Martins. Durante três dias, o Tudo é Jazz vai promover shows fechados (quatro por noite, no Parque Metalúrgico), além de abertos (quatro por dia, no Largo do Rosário, e um na Rua Tiradentes), reservando o quarto e último dia para a homenagem a Bituca.
Além do Cortejo da Raça, com a presença de músicos nacionais e internacionais, Ouro Preto vai ter o privilégio de ver e ouvir, na Praça Tiradentes, Milton Nascimento (voz), Ron Carter (baixo) e Wayne Shorter (sopros), juntos, além da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), sob a regência de Sílvio Viegas, tocando composições de Bituca, para jovens talentos como Kadu Vianna, Pedro Morais, Júlia Ribas, Amaranto, Marina Machado e Rogério Flausino interpretarem. Os arranjos, exclusivos, serão assinados por Túlio Mourão, Nelson Ayres e Wagner Tiso. Yaron Herman Trio, BojanZ Trio, Kadouk Trio e Michel Portal estão na noite francesa do festival, que ocorrerá no Parque Metalúrgico.
Na opinião do maestro Túlio Mourão, que assina a curadoria em parceria com Maria Alice Martins, o surgimento de festivais do gênero no estado é uma resposta ao vácuo deixado pela grande indústria, que, neste momento, não está ofertando material de qualidade ao público. “As pessoas hoje, além de viajarem mais, estão interagindo muito com o advento da internet. E o resultado disso é um perfil de consumidor mais exigente”, aponta Túlio Mourão. De acordo com o músico, Minas Gerais tem vocação para a qualidade. “A gente perde por não perceber a inequívoca vocação do estado para a qualidade. O rock de Minas tem qualidade, o design de Minas tem qualidade e a música instrumental de Minas tem grande qualidade”, afirma o maestro.
“Aqui há um vigor no setor que os outros estados não têm”, garante Túlio Mourão, lembrando que, ao ganhar reportagem da revista Down Beat, no ano passado, o festival Tudo é Jazz consolidou o seu prestígio internacional. “Quando a gente fica sabendo das palavras do próprio editor de uma revista como esta, que os músicos brasileiros não ficam devendo nada a ninguém, é Minas Gerais bem na foto para o mundo”, conclui, empolgado, o maestro.
Calendário
. Poços de Caldas Jazz & Blues Festival, 3 a 6 de julho, Poços de Caldas
. TIM Valadares Jazz Festival, 16 a 19 de julho, Governador Valadares
. Ibitipoca Jazz Festival, 25 e 26 de julho, Conceição de Ibitipoca, Lima Duarte
. Savassi Festival: Jazz & Lounge, 31 de julho a 3 de agosto, Belo Horizonte
. Ipatinga Live Jazz Festival, 3, 7, 8 e 9 de agosto, Ipatinga
. Projeto Jobim Jazz, 8 e 9 de agosto, Belo Horizonte
. BH Choro, 8, 9 e 10 de agosto, Belo Horizonte
. Aqui Jazz, 10 de agosto, Belo Horizonte
. Festa da Música, 29 de agosto a 7 de setembro, Belo Horizonte
. Jazz Festival Brasil, 4, 5 e 6 de setembro, Belo Horizonte
. Tudo é Jazz, 11 a 14 de setembro, Ouro Preto
. Circuito Minas Instrumental, a ser agendado, entre setembro e outubro, em Belo Horizonte
. TIM Pró-Jazz, 8 a 12 de outubro, Juiz de Fora
Fonte UAI
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1 comentários:
E muito bacana ver esse tipo de música valorizado aqui no nosso estado. E acontece em vários lugares, o que além de não priviilegiar somente uma região mostra que em todo o estado há fãs deste tipo de música, que prá nós é tudo de bom!!
Amor, nossa agenda tá cheia, hein? Vamos acompanhar o máximo possível destes!!
Bjim
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